Artigo: Lista dos novos Cardeais.

(Cúria Romana)

Angelo Amato (Itália) -  Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos

Fortunato Baldelli (Itália) - Penitenciário-mor

Raymond Leo Burke (EUA) -  Prefeito do Tribunal da Assinatura Apostólica

Velasio De Paolis (Itália) -  Prefeito para os Assuntos Económicos e Comissário dos Legionários de Cristo

Francesco Monterisi (Itália) -  Arcipreste da Basílica papal de São Paulo fora de muros, em Roma

Kurt Koch (Suíça) -  Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos

Gianfranco Ravasi (Itália) -  Presidente do Conselho Pontifício para a Cultura

Paolo Sardi (Itália) -  Pro-patrono da Ordem de Malta

Robert Sarah (Guiné-Conakry) -  Presidente do Conselho Pontifício Cor Unum

Mauro Piacenza (Itália) -  Prefeito da Congregação para o Clero.

(Dioceses)

Antonio Naguib -  Patriarca de Alexandria dos Coptas (Egipto), relator geral do Sínodo para o Médio Oriente

Paolo Romeo -  Arcebispo de Palermo (Itália)

Reinhrad Marx -  Arcebispo de Munique (Alemanha)

Kazimierz Nycz -  Arcebispo de Varsóvia (Polónia)

Donald William Wuerl -  Arcebispo de Washington (EUA)

Laurent Monsengwo Pasinya -  Arcebispo de Kinshasa (R. D. Congo)

Medardo Joseph Mazombwe -  Arcebispo emérito de Lusaka (Zâmbia)

Albert Malcom Ranjith Patanbendige Don -  Arcebispo de Colombo (Sri Lanka)

Raul Eduardo Vela Chiriboga -  Arcebispo emérito de Quito (Equador)

Raymundo Damasceno Assis -  Arcebispo de Aparecida (Brasil)

(Não-eleitores)

Elio Sgreccia (Itália) -  Ex-presidente da Academia Pontifícia para a Vida

José Manuel Estepa Llaurens (Espanha) -  Ex-arcebispo militar na Espanha e colaborador na redacção do Catecismo da Igreja Católica

Walter Brandmueller (Alemanha) -  Ex-presidente da Comissão Pontifícia de Estudos Históricos

Domenico Bartolucci (Itália) -  Ex-director musical da Capela Sixtina

Artigo: Dia do leigo


Transcorre neste domingo o dia consagrado ao leigo comprometido com a Igreja Católica. Tudo começa com o batismo, sacramento que estabelece o vínculo do ser humano com o Criador. Para o cristão leigo só existe o ponto de partida. O de chegada ele entrega a Deus. Sua ação consiste em divulgar o Evangelho, mostrando que o amor não se cansa e tem o poder de transformar. No exercício dessa missão, cabe-lhe partilhar com os irmãos a palavra de Deus, abrindo espaços propícios à inserção nos caminhos da fé e da esperança e simbolizando na cruz, dia após dia, seu pacto de amor com Jesus, no seio da sua comunidade religiosa, da escola, do ambiente de trabalho, da família.
Não é permitido ao leigo se omitir diante da realidade deste mundo carente de espiritualidade. Cumpre-lhe dar sua parcela de ajuda para salvar a sociedade dos vendavais que abalam seu equilíbrio, rompendo os limites da moral e do comportamento humano. Somos chamados ao serviço, por misericórdia de Deus. Falhar em nosso compromisso, pois, seria declinar dessa graça do Senhor. 

O ramo não produz fruto se não estiver unido à videira, a Cristo. Todos os cristãos são chamados à santidade, à perfeição, a serem semelhantes ao Pai.

Sendo a Igreja em Cristo um mistério, ela deve ser vista como sinal e instrumento de santidade… Os santos e santas foram sempre fonte e origem de renovação nas circunstâncias mais difíceis em toda a história da Igreja. Hoje temos muitíssima falta de santos, que devemos pedir com assiduidade. 
Todos na Igreja, precisamente porque são seus membros, recebem e, por conseguinte, partilham a comum vocação à santidade. 

A título pleno, sem diferença alguma dos outros membros da Igreja, a essa vocação são chamados os fiéis leigos:
- Todos os fiéis, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade; 
- Todos os fiéis são convidados e têm por obrigação tender à santidade e à perfeição do próprio estado. 

A vocação à santidade mergulha as suas raízes no Batismo e volta a ser proposta pelos vários sacramentos, sobretudo pelo da Eucaristia: revestidos de Jesus Cristo e impregnados do Seu Espírito, os cristãos são “santos” e, por isso, são habilitados e empenhados em manifestar a santidade do seu ser na santidade de todo o seu operar. 

O apóstolo Paulo não se cansa de advertir todos os cristãos para que vivam “como convém a santos” (Ef 5, 3). 

A vida segundo o Espírito, cujo fruto é a santificação (Rom 6, 22; cf. Gal 5, 22), suscita e exige de todos e de cada um dos batizados o seguimento e imitação de Jesus Cristo, no acolhimento das Suas Bem-aventuranças, na escuta e meditação da Palavra de Deus, na consciente e ativa participação na vida litúrgica e sacramental da Igreja, na oração individual, familiar e comunitária, na fome e sede de justiça, na prática do mandamento do amor em todas as circunstâncias da vida e no serviço aos irmãos, sobretudo os pequeninos, os pobres e os doentes.

(Fonte)

Esse é para a galerinha miúda pintar:

ARTIGO: CARTA DE SATANAS

imagem do “purgatório” 

 
Ontem eu te vi quando começava o seu dia. Acordou e nem sequer orou ao seu Deus. Ou melhor, durante todo o dia você não orou, e nem lembrou de abençoar sua comida. Você é muito ingrato para com o seu Deus, e isso em você me agrada muito. Eu também gosto da enorme fraqueza que sempre demonstra no que diz respeito ao seu crescimento espiritual, em ser um cristão. 
  
Raramente lê a Bíblia e quando faz está cansado. Não medita no que lê, ora quase nada, além disso, muitas vezes diz palavras que não analisa. Por qualquer pretexto chega tarde ou falta aos chamados de Deus. E o que falar de suas murmurações? Temos assistido muitos filmes juntos, sem falar nas vezes que fomos juntos ao teatro. Lembra daquele dia da tua fraqueza com aquela linda pessoa? Oh como foi bom! 
  
Mas o mais me agrada é que você não se arrepende. E que sabe que é jovem e tem que aproveitar a vida, pensa só na carne e acredita que precisa ser salvo para a eternidade. Não há duvida você é um dos meus. 
  
Amo as piadas vergonhosas que você conta e que também escuta. Você ri delas, eu também rio de ver um filho de Deus participando disto. O fato é que nos sentimos bem. A musica vulgar e de duplo sentido que você escuta me agrada demais. Como você sabe quais são os grupos que eu gosto de escutar? Também adoro quando murmura e se revolta contra o seu Deus. 
  
Sinto-me feliz quando vejo você dançando e fazendo estes movimentos sensuais, eles me fascinam. Como isso me agrada!!! Você quer se encontrar comigo qualquer dia destes??? 
  

Certamente quando você está se divertindo saudavelmente, fico triste, mas sem problema, sempre haverá outra oportunidade. Tem vezes que me faz coisas incríveis, quando da mal exemplo as crianças ou quando os autoriza para perderem a sua inocência através da televisão, musicas ou coisas do gênero. Eles são tão espertos que imitam facilmente tudo o vêem. Muito obrigado. 
  
O que mais me agrada é que poucas vezes tenho que te tentar, quase sempre cai por conta própria. Você busca os melhores momentos, se expõe as situações perigosas, me dando lugar! 
  
Se tivesse cabeça mudaria de ambiente e de companhias; buscaria a palavra de Deus e entregaria realmente a tua vida aquele que você chama de Deus e, ainda mais, viveria o resto de seus anos sob a orientação do Espírito Santo. 
  
Não tenho costume de enviar este tipo de mensagem, mas você é tão acomodado espiritualmente que não acredito que vá mudar nada. 
  
Não me entenda mal, eu te odeio e não te dou a mínima. Se eu te busco é porque você me satisfaz com as tuas atitudes e faz cair em ridículo a Jesus Cristo. 

 

Assinado Teu inimigo que te odeia: Satanás 

ou como queira me chamar

 

P.S. Se realmente me amas,

não mostre à ninguém mais esta carta. 

Artigo: Zaqueu

Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade. Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos. Ele estava tentando ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, pois Zaqueu era muito baixo. Então correu adiante da multidão e subiu numa figueira brava para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse a Zaqueu: “Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa.” Zaqueu desceu depressa e o recebeu na sua casa, com muita alegria. Todos os que viram isso começaram a resmungar: “Este homem foi se hospedar na casa de um pecador!” Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: “Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.” Então Jesus disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.”

(Lc 19, 1-10)


Irmãos, em Cristo, esse Evangelho foi lido no 31º Domingo do Tempo Comum (31/10/2010).

 

Pode-se discutir vários aspectos simbólicos nesse Evangelho, mas o proposto será: “Por que a salvação entrou na casa de Zaqueu, o chefe dos cobradores de impostos?”

 

São Mateus, o apóstolo, também era cobrador de impostos. O povo judeu via neles, os cobradores de impostos, os membros da ocupação romana, da submissão e do domínio.

 

Zaqueu era chefe dos cobradores de impostos, quem comandava.


Os cobradores de impostos poderiam cometer abusos. Outro motivo para serem detestados pelo povo.


Jesus se “auto-convida” a entra na casa de Zaqueu. Jesus se “auto-convida” para entrar em nossas casas. O primeiro passo da salvação é aceitar esse convite, essa visita de Jesus, o Cristo de Deus.


Zaqueu, ao aceitar a visita do Cristo diz a Ele que doará metade de seus bens e se lesou alguém, restituirá quatro vezes mais. Porém não é nesse momento que a salvação, de fato, entra na casa de Zaqueu.

 

A salvação entra, de fato, na casa de Zaqueu quando ele se converte, quando ele aceita não só a visita d’Ele, mas a presença d’Ele. Há uma reflexão e uma conversão. Zaqueu que era tido como pecador sente o Amor de Deus e isso converte seu coração.

 

Zaque percebe que não precisaria de todo aquele dinheiro e todos aqueles bens. E busca também reparar aqueles que ele lesou no passado. Zaqueu aprende a compartilhar.


De fato, a salvação entra na casa de Zaqueu no momento que ele se converte a Deus. A doação, a caridade e o desapego aos bens materiais são conseqüências da nova postura, do novo homem que Zaqueu se tornou.

por: Marco Aurélio Rodrigues Nunes

Artigo: 2 de novembro dia de Todos os Finados

Os cristãos batizados são convidados a santificar-se e os que decidem viver plenamente o mistério pascal de Cristo não têm medo da morte. Porque ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”.

Para todos os povos da humanidade, seja qual for a origem, cultura e credo, a morte continua a ser o maior e mais profundo dos mistérios. Mas para os cristãos tem o gosto da esperança. Dando sua vida em sacrifício e experimentando a morte, e morte na cruz, ele ressuscitou e salvou toda a humanidade. Esse é o mistério pascal de Cristo: morte e ressurreição. Ele nos garantiu que, para quem crê, for batizado e seguir seus ensinamentos, a morte é apenas a porta de entrada para desfrutar com ele a vida eterna no Reino do Pai.

Enquanto para todos os seres humanos a morte é a única certeza absoluta, para os cristãos ela é a primeira de duas certezas. A segunda é a ressurreição, que nos leva a aceitar o fim da vida terrena com compreensão e consolo. Para nós, a morte é um passo definitivo em direção à colheita dos frutos que plantamos aqui na terra.

Assim sendo, até quando Nosso Senhor Jesus Cristo estiver na glória de seu Pai, estará destruída a morte e a ele serão submetidas todas as coisas. Alguns são seus discípulos peregrinos na terra, outros que passaram por esta vida estão se purificando e outros, enfim, gozam da glória contemplando Deus.

Os glorificados integram a Igreja triunfal e são Todos os Santos, os quais, nós, os integrantes da Igreja militante, cristãos peregrinos na terra, comemoramos no dia 1o de novembro. Os Finados integram a Igreja da purificação e são todos os que morreram sem arrepender-se do pecado.

O culto de hoje é especialmente dedicado a esses. Embora todos os dias, em todas as missas rezadas no mundo inteiro, haja um momento em que se pede pelas almas dos que nos deixaram e aguardam o tempo profetizado e prometido da ressurreição.

A Igreja ensina-nos que as almas em purificação podem ser socorridas pelas orações dos fiéis. Assim, este dia é dedicado à memória dos nossos antepassados e entes que já partiram. No sentido de fazer-nos solidários para com os necessitados de luz e também para reflexão sobre nossa própria salvação.

Encontramos a celebração da missa pelos mortos desde o século V. Santo Isidoro de Sevilha, que presidiu dois concílios importantes, confirmou o culto no século VII. Tempos depois, em 998, por determinação do abade santo Odilo, todos os conventos beneditinos passaram, oficialmente, a celebrar “o dia de todas as almas”, que já ocorria na comunidade no dia seguinte à festa de Todos os Santos. A partir de então, a data ganhou expressão em todo o mundo cristão.

Em 1311, Roma incluiu, definitivamente, o dia 2 de novembro no calendário litúrgico da Igreja para celebrar “Todos os Finados”. Somente no inicio do século XX, em 1915, quando a morte, a sombra terrível, pairou sobre toda a humanidade, devido à I Guerra Mundial, o papa Bento XIV oficiou o decreto para que os sacerdotes do mundo todo rezassem três missas no dia 2 de novembro, para Todos os Finados.

Artigo: Ritos e Essência

Ouvi a palavra do SENHOR, vós poderosos de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra. De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas. (Is 1, 10-17)

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. (Mt 23, 23-28)

E, estando ele ainda falando, rogou-lhe um fariseu que fosse jantar com ele; e, entrando, assentou-se à mesa. Mas o fariseu admirou-se, vendo que não se lavara antes de jantar. E o Senhor lhe disse: Agora vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade. Loucos! Quem fez o exterior não fez também o interior? Antes dai esmola do que tiverdes, e eis que tudo vos será limpo. Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras. (Lc 11, 37-42)

Fonte: www.bibliaonlie.com.br

            Irmãos, cristãos, de nada nos vale participar todo santo domingo da Santa Missa, Comungar o Corpo e o Sangue de nosso Senhor e Mestre Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, rezar terços ou novenas diárias e participar dos dias santos se, de fato, não mudarmos nosso interior.

            A Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica desenvolveu, naturalmente, vários ritos, e mesmo que não saibamos, eles são repletos de significados. Além de se terem desenvolvido uma série de “regras”. Existe um livro chamado “Direito Canônico”. E tudo isso é legítimo.

            Porém, fiel, não devemos nos esquecer da essência de nossa religião. E qual seria essa “essência”? Essa “essência” é, sermos seguidores de Jesus, o Cristo. Viver na Paz e no Amor d’Ele.

            Como viver na Paz e no Amor d’Ele? Aprendendo a ser desapegado, desprendendo-se de sentimentos ruins tais: prostituição, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, discórdia, ciúmes, iras, rixas dissensões, divisões, invejas, bebedeiras, orgias e outras como estas (Gl 5, 20-21). E “frutificando” sentimentos e ações como: amor, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, continência. Contra estes não há Lei. Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as paixões e concupiscência. Se vivemos do Espírito, andamos também segundo o Espírito. Não cobicemos glórias vãs, provocando e invejando uns aos outros (Gl 5, 22-26).

            Então, irmãos, devemos, sim, participar das Santas Missas, celebrar os dias santos, rezar o santo terço. Mas não devemos, nunca, nos esquecer de que os ritos são apenas “lembretes”. A essência de nossa fé está na verdade, no amor, na caridade, na comunhão. Devemos pagar o dízimo, sem, contudo, nos esquecermos da comunhão, do amor e da caridade.

            Que nossas ações exteriores reflitam o que realmente somos por dentro. Cumpramos com nossas “obrigações” religiosas no que diz respeito com a Igreja, mas nunca nos esqueçamos de nossas “obrigações” em relação ao próximo, “pois é isso que devemos fazer, sem, contudo, omitir aquilo”.

E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas (Mt 22, 34-40)

Por: Marco Aurélio Rodrigues Nunes

Artigo: Subjetividade

Subjetividade

Por favor, esse texto é totalmente subjetivo e surgiu de uma breve e provável falhar reflexão. Não aceite com alguma verdade, mas como reflexão mesmo.

“No final, tudo dá certo”. Tenho dito muito essa frase e realmente acredito nela. Tenho pensado pelo que venho batalhando. Há um confronto entre ego e humildade, grandeza e simplicidade. O que busco nessa mundo? Não sei. É tanta coisa: eu, família, amigos, obrigações, outros. Vivemos buscando o equilíbrio. Ajeitamos de um “lado”, bagunçamos de “outro”.  E isso é viver, né? Acertar e errar várias vezes para aprender.

Parece-me que muitas religiosidades perderam o sentido, não nelas, mas nos seus fiéis. Porque de nada vale seguir a risca 1.001 ritos se se esquecer do amor a Deus e o amor ao próximo (a caridade e o desapego).

Não que essa vida seja simples, mas ajudamos a complicá-la demais: vaidade, orgulho, demasiada ganância. Tem um ditado que acho muito certo: “colhemos o que plantamos”. Outra coisa que aprendi é que sozinho não vamos a lugar nenhum. Não tenho a fórmula da felicidade, mas acredito que a passos lentos, chegaremos lá.

por: Marco Aurélio Rodrigues Nunes

Artigo: RESSURREIÇÃO

Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente.Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo.Nem toda a carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos homens, e outra a carne dos animais, e outra a dos peixes e outra a das aves.E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres.Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção.Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais.E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? (1Cor 15, 35-55)

Fonte: www.bibliaonline.com.br

            Então, “múmia”, o que se pode entender por “ressurreição”? Seria simplesmente o retorno do espírito ao corpo? E por que se diz que Jesus, o Cristo, Deus Filho, é o primeiro a ressuscitar? No antigo testamento vemos a ressurreição de outros personagens, como em: 1Rs 17, 17-24 e 2Rs 13, 14-21 e no Novo Testamento Jesus também promove a ressurreição: Lc 8, 49-56 e

Jo 11. A diferença é: eles ressuscitam, mas ressuscitam ainda em seus corpos corrompidos pelo pecado original. Ainda são frutos da primeira criação, que tem sua raiz em Adão. Jesus, o Cristo, é o primogênito dos filhos de Deus. É o Adão da segunda criação. Por Cristo abandonamos nossa condição de mera criatura e nos tornamos filhos adotivos do Pai. Nosso corpo, na ressurreição, ressuscitará não como esse corpo velho, mas como um corpo novo. Um corpo espiritual, incorruptível. Na ressurreição seremos como os anjos do Céu (Mt 22, 30)

 

Por curiosidade, não se trata de ofensa a Deus, pecado, a cremação do corpo. Desde que não seja uma manifestação de posição contrária à fé na ressurreição dos corpos. (Parágrafo 2301 do Catecismo)

por: Marco Aurélio Rodrigues Nunes

Artigo: Aliados

Tomando a palavra, João disse: “Mestre, vimos alguém expulsar demônios em teu nome e o proibimos, porque não nos segue”. Mas Jesus lhe disse: “Não o proibais, pois quem não está contra vós está a vosso favor.” (Lc 9, 49-50)

 

PALAVRA DA SALVAÇÃO.

 

Irmãos católicos, o que podemos entender por esse trecho do Evangelho? Quem não está contra nós está a nosso favor? Será então, que os irmãos evangélicos, espíritas, muçulmanos, judeus, budistas estão a nosso favor?

 

Irmãos evangélicos: os vários irmãos, seguidores de Jesus, o Cristo. Seguem a Deus de uma maneira diferente da nossa. Temos muitas diferenças, mas temos muita coisa em comum também. O mesmo vale para os irmãos ortodoxos.

 

Irmãos espíritas: é pelo poder de Satanás que eles expulsam os demônios! Será? Mas se Satanás expulsa Satanás, está (seu reino) dividido contra si mesmo, como então se manterá seu reino (Mt 12, 26) e também não há ninguém que faça um milagre em nome de Jesus, o Cristo, e fale mal D’ele

 (Mc 9, 39). Os irmãos espíritas são um grande exemplo de temperança e caridade.

 

Irmãos muçulmanos: longe de serem aqueles terroristas que a mídia apresenta. São, na verdade, gente humilde e piedosa, sevos de Deus. Seu livro sagrado, o Al-Coran, segundo sua tradição, fora um revelação de Deus, intermediada pelo Arcanjo Gabriel a Maomé. Para quem já leu a Bíblia Sagrada, lembrar-se-á da famosa hospitalidade oriental. São pilares da religião muçulmana: a fé, a peregrinação, a caridade, o jejum e a oração. Esses três últimos são práticas muito comuns para o católico piedoso durante a Quaresma.

 

Irmãos judeus: são os seguidores de Moisés, a “raiz de nossa crença”. Tudo que eles creem, cremos também. Nossos profetas são os mesmos. Nosso Deus é o mesmo. Adotamos práticas deles. Exemplo? A cinza na cabeça na Quarta-Feira de Cinzas. É verdade que eles ainda não aceitam o Cristo, mas Deus guia a História. Eles são o povo eleito. Não devem ser objeto de ódio, mas pessoas amadas. Uma boa leitura? At 5, 17-42

 

Irmãos budistas: nem sequer reconhecem o Cristo de Deus, nem o próprio Deus, mas, de alguma maneira, acabam também sendo servos desse Deus. Com suas práticas de meditação, trabalho, castidade e temperança. Favor, pesquisar as Quatro Nobres Verdades do budismo.

 

Existem outras religiões que não foram citadas, por segurança e desconhecimento do cronista, mas todas devem ser respeitadas. Podemos até não concordar com as práticas e as crenças delas, mas devemos respeitá-las.

 

Como dizia aquele escritor e poeta inglês: “Há mais coisas entre o céu e a Terra do supõe nossa vã Filosofia”. (William Shakespeare)

E como escreveu São Paulo: “No presente vemos por um espelho e obscuramente; então veremos face a face. No presente conheço só em parte; então conhecerei como sou conhecido. No presente permanecem estas três coisas: fé, esperança e caridade/amor; ,mas a maior delas é o amor/a caridade.” (1Cor 13, 12-13)

por: Marco Aurélio Rodrigues Nunes

Artigo: Deus se Importa?

Geralmente, quando falo sobre religião, evito falar ou “tirar” coisas da minha cabeça, busco sempre passar/repassar o que me foi passado, por leitura ou conversa.

Fui questionado sobre se Deus se importa conosco. Infelizmente, de um tempo pra cá meu raciocínio anda um tanto lento. Comecei a explicar sobre uma vontade, um desígnio Divino.
Fui interrompido e foi-me dito que tem gente demais nesse mundo e o que eu, por exemplo, poderia ter feito para que Deus olhasse com outros olhos para mim?

Quem fez essa pergunta provavelmente não lerá essa resposta. Mesmo que lesse, não a aceitaria. Pensa-se muito “sabido”. Mas baseado no que me foi passado, vai uma resposta.

Foi-me passado que Deus, esse Deus dos cristãos, judeus e mulçumanos, é o Único Deus. Criador das coisas visíveis e invisíveis. Acima de qualquer um ou coisa. Foi-me passado que é um Deus misericordioso, que castiga por três ou quatro gerações, mas que usa de misericórdia por 1.000.

Se temos algum amor por esse Deus que não vemos, esse amor é reflexo do Amor d’Ele. Ele, como criador, Amou primeiro sua criação e cuidou dela. E quando a criação perdeu sua amizade, segundo a tradição cristã, Ele se fez homem e caminhou e se entregou em corpo e alma para que voltássemos para sua amizade.

Somos um misto de corpo e espírito. O corpo é perecível e o espírito é eterno. Vivemos as duas realidades e nosso espírito se engrandecerá na vivencia nesse corpo. Esse corpo é templo desse espírito. E como templo deve ser cuidado e preservado.

Mas com tanta gente nesse mundo, saberia Deus quem sou eu? O que tenho de especial para Deus se lembrar de mim? É importante se lembrar que: Deus nos amou primeiro. Nosso amor é reflexo do Amor d’Ele. Não há mérito que nos faça alcançar a Deus. Ele, que é o criador de nossos corpos e almas conhece a própria criação. Sabe de nossas fraqueza e necessidades. E conhece cada um de seus filhos.

Antes éramos criaturas, hoje, após o sacrifício da cruz, segundo a tradição cristã, alcançamos a dignidade de filhos adotivos.

Na condição de Pai, Deus ama seus filhos incondicionalmente. Como um Pai, alegra-se nas conquistas dos filhos, e se entristesse quando o filho comete algum erro contra um irmão.

Destino? Não sei, mas Deus é guia da história. Há um ditado popular que diz: “Deus escreve certo por linhas tortas.”

Cada pessoa tem algo divino dentro dela, o Espírito de Deus. Erramos e erraremos muito nessa vida. Sofremos ou sofreremos muito também. Mas o erro ensina e o sofrimento nos fortalece.

Foi-me passado que o tempo de Deus é diferente do nosso e os planos d’Ele estão acima dos nossos. Então, “caminhá cum fé eu vô, qui a fé num custuma faiá!”

por: Marco Aurélio Rodrigues Nunes 

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