Noticia: Apelo dos Bispos caldeus contra a violência no Iraque
Bagdá, 01 dez (SIR/RV) - Os bispos caldeus do Iraque fizeram um apelo às autoridades religiosas muçulmanas para que condenem publicamente as violências perpetradas contra as minorias religiosas do país. Tal pedido emergiu na reunião dos prelados, realizada recentemente, em Erbil, coordenada pelo Arcebispo de Kirkuk, Dom Louis Sako. Numa mensagem, publicada pelo jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano, os bispos pedem aos líderes muçulmanos para que ajudem a esclarecer que as violências perpetradas contra os cristãos são ilegítimas e contrárias aos princípios da religião islâmica. Segundo a mensagem, depois do ataque perpetrado contra a catedral sírio-católica de Bagdá, em 31 de outubro passado, mais de sessenta famílias cristãs fugiram da capital e se refugiaram em Suleimaniya, enquanto outras oitenta foram para Erbil e outras ainda para os povoados cristãos situados na planície de Nínive. O encontro dos bispos, segundo o site Baghdadhope, não contou com a presença do Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Cardeal Emmanuel III Delly, que ficou em Bagdá por causa da difícil situação. Os prelados evidenciam na mensagem a importância de salvaguardar e consolidar a histórica presença dos cristãos no Iraque. Neste contexto, os bispos pedem aos cristãos bem de vida, que vivem fora do país, para que invistam na região a fim de criar emprego para seus irmãos iraquianos.
Noticia: Arquidiocese de Curitiba festeja 70 anos de vida de seu arcebispo metropolitano.
Curitiba (PR), 01 dez (SIR/Gaudium Press) - Foi com grande alegria que a arquidiocese de Curitiba, no estado do Paraná, comemorou nesta última segunda-feira, dia 29 de novembro, o aniversário de seu arcebispo metropolitano, Dom Moacyr José Vitti. A celebração eucarística em Ação de Graças pelos 70 anos do prelado foi realizada às 18h na Catedral Basílica de Curitiba, e contou com a presença de um grande número de fiéis. Dom Moacyr nasceu na cidade de Piracicaba, em São Paulo, no dia 30 de novembro. Em dezembro de 1960 professou votos na Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo ordenado sacerdote na Capela da Santíssima Trindade, em Campinas, no dia 16 de dezembro de 1967. Durante seis anos foi vice-geral da Congregação dos Estigmatinos, em Roma, deixando a função para assumir o cargo de provincial da Província de Santa Cruz no Brasil. Logo após, se tornou doutor em Teologia pela Universidade Angelicum de Roma. No dia 12 de novembro de 1987 foi eleito bispo auxiliar de Curitiba, sendo ordenado no dia 03 de janeiro do ano seguinte, na cidade de Americana, em São Paulo, com o lema “Um só coração”. De 1988 a 2002 ficou trabalhando como bispo auxiliar na capital paranaense, e de 2002 a 2004 exerceu seu episcopado na diocese paulista de Piracicaba. No dia 19 de maio de 2004 foi nomeado arcebispo de Curitiba, tomando posse no dia 18 de junho, na Catedral da cidade. No ano de 2007, o bispo foi eleito presidente do Regional Sul 2 (Estado do Paraná) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cargo que exerce até hoje. Aniversário de sacerdócio No próximo dia 16 de dezembro, o arcebispo celebrará também 43 anos de vida sacerdotal. Pela ocasião, o prelado teceu alguns comentários a respeito das qualidades necessárias ao homem para que ele seja um autêntico cidadão e profissional nos dias de hoje. Equilíbrio na afetividade humana, honestidade, sinceridade, convicção profunda na fé, diálogo, abertura para o outro e disponibilidade para o serviço são algumas dessas qualidades, assim como a especialização no campo da atividade a ser exercida, que no caso do arcebispo diz respeito a uma fundamental preparação e formação no aspecto humano, intelectual e espiritual. “Hoje em dia se faz cada vez mais urgente a necessidade de revigorarmos a responsabilidade na atuação da profissão, a prática da fé que professamos e a atuação na família, na escola, no trabalho e na Igreja como fermento de amor, justiça, solidariedade e fraternidade. E é isso que eu procuro viver todos os dias da minha vida”, diz o arcebispo.![]()
30 de Novembro // Santo André
Entre os Doze apóstolos de Cristo, André foi o primeiro a ser seu discípulo. Além de ser apontado por eles próprios como o “número dois”, depois, somente, de Pedro. Na lista dos apóstolos, pela ordem está entre os quatro primeiros. Morava em Cafarnaum, era discípulo de João Batista, filho de Jonas de Betsaida, irmão de Simão-Pedro e ambos eram pescadores no mar da Galiléia.
Foi levado por João Batista à verde planície de Jericó, juntamente com João Evangelista, para conhecer Jesus. Ele passava. E o visionário profeta indicou-o e disse a célebre frase: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo”. André, então, começou a segui-lo.
A seguir, André levou o irmão Simão-Pedro a conhecer Jesus, afirmando: “Encontramos o Messias”. Assim, tornou-se, também, o primeiro dos apóstolos a recrutar novos discípulos para o Senhor. Aparece no episódio da multiplicação dos pães: depois da resposta de Filipe, André indica a Jesus um jovem que possuía os únicos alimentos ali presentes: cinco pães e dois peixes.
Pouco antes da morte do Redentor, aparece o discípulo André ao lado de Filipe, como um de grande autoridade. Pois é a ele que Filipe se dirige quando certos gregos pedem para ver o Senhor, e ambos contaram a Jesus.
André participou da vida publica de Jesus, estava presente na última ceia, viu o Cristo Ressuscitado, testemunhou a Ascenção e recebeu o primeiro Pentecostes. Ajudou a sedimentar a Igreja de Cristo a partir da Palestina, mas as localidades e regiões por onde pregou não sabemos com exatidão.
Alguns historiadores citam que depois de Jerusalém foi evangelizar na Galiléia, Cítia, Etiópia, Trácia e, finalmente, na Grécia. Nessa última, formou um grande rebanho e pôde fundar a comunidade cristã de Patras, na Acaia, um dos modelos de Igreja nos primeiros tempos. Mas foi lá, também, que acabou martirizado nas mãos do inimigo, Egéas, governador e juiz romano local.
André ousou não obedecer à autoridade do governador, desafiando-o a reconhecer em Jesus um juiz acima dele. Mais ainda, clamou que os deuses pagãos não passavam de demônios. Egéas não hesitou e condenou-o à crucificação. Para espanto dos carrascos, aceitou com alegria a sentença, afirmando que, se temesse o martírio, não estaria “pregando a grandeza da cruz, onde morreu Jesus”.
Ficou dois dias pregado numa cruz em forma de “X”; antes, porém, despojou-se de suas vestes e bens, doando-os aos algozes. Conta a tradição que, um pouco antes de André morrer, foi possível ver uma grande luz envolvendo-o e apagando-se a seguir. Tudo ocorreu sob o império de Nero, em 30 de novembro do ano 60, data que toda a cristandade guarda para sua festa.
O imperador Constantino trasladou, em 357, de Patos para Constantinopla, as relíquias mortais de santo André, Apóstolo. Elas foram levadas para Roma, onde permanecem até hoje, na Catedral de Amalfi, só no século XIII. Santo André, Apóstolo, é celebrado como padroeiro da Rússia e Escócia.
26 de Novembro // Bem-aventurado Tiago Alberione
Na noite da passagem do século, 31 de dezembro de 1900 para 1o de janeiro de 1901, o jovem seminarista permanece quatro horas em oração na catedral de Alba (Itália). Uma luz vem do Tabernáculo e o envolve.
- “Fazer alguma coisa por Deus e pelas pessoas do novo século, com as quais conviveria!” Sente fortemente o convite e o apelo de Deus.
O mundo passava por profundas mudanças sociais e tecnológicas, era necessário utilizar as novas descobertas, as novas forças do progresso para fazer o bem, para evangelizar.
O jovem seminarista, com apenas dezesseis anos, era Tiago Alberione, futuro fundador da Família Paulina, que nunca deixou que essa chama luminosa se apagasse em sua vida.
Alberione nasceu em 4 de abril de 1884, em São Lourenço de Fossano, norte da Itália, de uma família de camponeses simples e laboriosos. Vinte quatro horas após o nascimento, foi batizado e recebeu o nome de “Tiago”.
Buscando melhores terras para a lavoura, a família Alberione mudou para a cidade de Cherasco, onde Tiago passou sua infância e adolescência. Foi lá que se manifestou a vocação para o sacerdócio.
- Quero ser padre! foi a resposta que deu à professora, Rosina Cardona, que perguntava aos seus oitenta alunos o que queriam ser quando crescessem.
A resposta, que poderia parecer impensada, veio de um menino de bom coração e piedoso. Com o passar do tempo, a vocação fortificou-se e ele foi encaminhado para o seminário, onde não perdia tempo e procurava aprender de todos e de tudo. Inquietavam Alberione as transformações que aconteciam na sociedade e os apelos do papa, Leão XIII, para que todos se voltassem para Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, salvação da humanidade.
Foi ordenado sacerdote no dia 29 de junho de 1907, com vinte e três anos de idade. Todas as organizações de renovação existentes, então, na Igreja foram acolhidas por padre Alberione, que participou, ativamente, dos movimentos: missionário, litúrgico, pastoral, social, bíblico, teológico e, mais tarde, do movimento ecumênico. Em todos os movimentos Alberione-profeta vislumbrava espaços carentes de evangelização e atualização.
Impulsionado pelo Espírito Santo, tornou realidade sua intuição carismática com a fundação de várias congregações e institutos para, juntos, anunciar Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, com os meios da comunicação social. Padres e irmãos Paulinos em 1914; Irmãs Paulinas em 1915; Discípulas do Divino Mestre em 1924; Irmãs Pastorinhas em 1938; e Irmãs Apostolinas em 1957. Fundou, também, os institutos seculares de Nossa Senhora da Anunciação e São Gabriel Arcanjo em 1958; os institutos Jesus Sacerdote e Sagrada Família em 1959; além da Associação dos Cooperadores Leigos em 1917. Hoje, os membros dessas fundações estão presentes em todos os continentes mostrando que é possível santificar-se e comunicar, a todas as pessoas, Jesus Cristo com os meios técnicos e eletrônicos.
Após a fundação dos dois primeiros ramos - Paulinos e Paulinas - a vida de Alberione fundiu-se com suas obras nascentes. Acompanhava de perto a vida de seus filhos e filhas da Itália e do exterior com numerosas e prolongadas viagens. Preocupava-se não só com fundações e organizações, mas principalmente com a formação e a vida religiosa de seus seguidores, apesar do conturbado contexto histórico em que viveu: duas grandes guerras, revolução industrial, conflagrações nacionalistas e sociais, emancipação dos operários e da mulher, além de crises institucionais na família e na Igreja.
Padre Tiago Alberione, jamais esmoreceu, continuou firme na sua fé, acreditando que a obra que realizava era querida e abençoada por Deus. Com humildade e coragem, o fundador da Família Paulina, o profeta e o apóstolo de uma evangelização moderna chegou ao fim de seus dias em 26 de novembro de 1971, aos oitenta e sete anos.
O reconhecimento da santidade de Alberione já acontecera antes da declaração oficial da Igreja, especialmente com algumas declarações de dois papas seus amigos: o bem-aventurado João XXIII e Paulo VI. “Padre Alberione, veio ao meu encontro” - dizia o “papa bom”. “Parecia-me ver a humildade personificada. Ele, sim, éi um grande homem!” E Paulo VI, na audiência concedida aos Paulinos em 27 de novembro de 1974, recordava: “Lembro-me do encontro edificante com padre Alberione, ajoelhado, em profunda humildade. Este é um homem, direi, que está entre as maravilhas do nosso século”.
O processo de beatificação percorreu um longo caminho. Após a morte de Alberione, foram apresentados à Igreja documentos sobre sua vida, sua missão apostólica e suas fundações, assim como documentos sobre sua santidade.
Baseados em um meticuloso exame desses elementos e reconhecidas as virtudes praticadas em grau heróico pelo servo de Deus, padre Tiago Alberione, o papa João Paulo II, em 25 de junho de 1996, declarou-o “venerável”.
Passaram-se sete anos à espera de um milagre que fosse reconhecido como autêntico pela Igreja. E o milagre chegou.
A cura milagrosa atribuída ao padre Tiago Alberione, que o conduziu à beatificação, salvou Maria Librada Gonzáles Rodriguez, uma mexicana de Guadalajara. Em 1989, ela foi internada por causa de uma insuficiência respiratória provocada por uma tromboembolia pulmonar, com muitas crises. Pedindo a Deus a cura por intercessão de padre Alberione, doze dias depois teve alta. A cura foi reconhecida pela Congregação das Causas dos Santos, após a declaração da comissão médica que considerava a recuperação de Maria rápida, completa, duradoura e não-explicável à luz da ciência.
E o dia da beatificação chegou: 27 de abril de 2003. Padre Tiago Alberione é proclamado “bem-aventurado” num reconhecimento oficial da Igreja àquele homem que foi um santo, um profeta e o pioneiro na evangelização eletrônica.
Festa litúrgica do bem-aventurado Tiago Alberione
Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente
virtual. Rezo, em sintonia com o Bem-aventurado Tiago Alberione, sacerdote e fundador da Família Paulina.
Tiago Alberione nasceu a 4 de Abril de 1884, em São Lourenço de Fossano (Itália). Quando ainda era jovem seminarista, na noite da passagem do século XIX para o século XX, durante uma longa Adoração Eucarística, viveu uma intensa experiência de Deus. Nela compreendeu claramente qual devia ser a sua missão: viver e dar ao mundo Jesus Cristo, Verdade, Caminho e Vida. Para esse fim, usar todos os meios mais rápidos e eficazes que o progresso humano oferece para a comunicação entre as pessoas. Para realizar esta missão, fundou a «Família Paulina», composta por cinco Congregações religiosas, quatro Institutos agregados e uma Associação de leigos. Terminou a sua existência terrena no dia 26 de Novembro de 1971, depois de ter recebido a visita do Papa Paulo VI.
Foi proclamado bem-aventurado no dia 27 de abril de 2003, pelo papa João Paulo II.
A Família Paulina é constituída de cinco congregações religiosas: Sociedade de São Paulo (fundação 20/8/1914), Filhas de São Paulo (fundação 15/6/1915), Discípulas do Divino Mestre (fundação 10/2/1924), Irmãs de Jesus Bom Pastor (7/10/1938), Irmãs de Maria Santíssima Rainha dos Apóstolos ou Apostolinas (8/9/1959) e quatro Institutos agregados (8/4/1960): “Jesus Sacerdote” (para sacerdotes diocesanos), “São Gabriel Arcanjo” (para jovens e homens), “Anunciatinas (para moças) e “Santa Família” (para cônjuges e famílias). E também, a Associação dos Cooperadores Paulinos.
“Tudo nos vem de Deus. Tudo nos leva ao Magnificat”, dizia Alberione
O Diário de um Servo.: Salmo 85.
Hoje foi um dia de muita tribulação em minha vida, muitas provas e sentimentos, e meu grande amigo e irmão Douglas pediu que eu lesse o Salmo 85, cujo tema é o servo que se dirige ao pai no dia de tribulação. Para quem nunca leu, deixarei o post. Pra quem já leu, deixo também o post, nada custa…
Noticia: Papa espera que novo livro seja «útil»
Cidade do Vaticano, 25 nov (SIR/Ecclesia) - Bento XVI espera que o novo livro «Luz do mundo» possa ser “útil para a fé de muitas pessoas”. A obra resultou de uma conversa entre o Papa e o jornalista alemão Peter Seewald, que decorreu no último Verão, em Castel Gandolfo, arredores de Roma. O livro-entrevista foi apresentado no Vaticano, neste dia 23 de novembro, e o Papa concedeu uma audiência privada aos editores internacionais da obra, na qual participou Henrique Mota, editor da Lucerna, marca da Principia, responsável pela versão portuguesa. Entre os temas abordados pelo Papa está o discurso pronunciado a 12 de setembro 2006, Na aula magna da Universidade de Regensburg (Alemanha), em que o Papa citou um diálogo entre imperador bizantino Manuel II Paleólogo (finais do séc. XIV, início do séc. XV) teve com um persa erudito sobre Cristianismo e Islã, afirmando que “não é razoável a difusão da fé mediante a violência”. Bento XVI admite agora que não teve em consideração que “o discurso de um Papa não é considerado do ponto de vista acadêmico, mas político”. A passagem sobre Maomé foi “extrapolada” e ganhou “um significado político que, na realidade, não tinha”. O Papa diz que da polêmica que se seguiu a esta intervenção surgiram coisas positivas, como “um diálogo verdadeiramente muito intenso” entre representantes das duas religiões. Ao contrário do que as manifestações dessa altura evidenciaram, católicos e muçulmanos estão “comprometidos hoje numa luta comum, a defesa dos valores religiosos”. Ainda a propósito do Islã, Bento XVI considera “importante” desenvolver contactos “com todas as forças muçulmanas abertas ao diálogo, para que se possam produzir mudanças”. Nesta obra, o Papa afirma que não compreende a interdição do véu integral (burca), considerando que se as mulheres islâmicas “o desejam usar, não vejo porque se deva impedir”. Bento XVI indica, no entanto, que “não se pode estar de acordo” se as mulheres não usarem o véu de forma voluntária, mas como uma “espécie de violência que lhes é imposta”. “Os cristãos são tolerantes”, diz o Papa, considerando natural que os muçulmanos se possam “reunir em oração, nas mesquitas” em países de maioria cristã e congratulando-se com a existência de igrejas nos países do Golfo árabe, algo que desejou venha a acontecer “em todos os lugares”.
Santo André Dung-Lac e companheiros
A evangelização do Vietnã começou no século XVI, através de missionários europeus de diversas ordens e congregações religiosas. São quatro séculos de perseguições sangrentas que levaram ao martírio milhares de cristãos massacrados nas montanhas, florestas e em regiões insalubres. Enfim, em todos os lugares onde buscaram refúgio. Foram bispos, sacerdotes e leigos de diversas idades e condições sociais, na maioria pais e mães de família e alguns deles catequistas, seminaristas ou militares.
Hoje, homenageamos um grupo de cento e dezessete mártires vietnamitas, beatificados no ano jubilar de 1900 pelo papa Leão XIII. A maioria viveu e pregou entre os anos 1830 e 1870. Dentre eles muito se destacou o padre dominicano André Dung-Lac, tomado como exemplo maior dessas sementes da Igreja Católica vietnamita.
Filho de pais muito pobres, que o confiaram desde pequeno à guarda de um catequista, ordenou-se sacerdote em 1823. Durante seu apostolado, foi cura e missionário em diversas partes do país. Também foi salvo da prisão diversas vezes, graças a resgates pagos pelos fiéis, mas nunca concordou com esse patrocínio.
Uma citação sua mostra claramente o que pensava destes resgates: “Aqueles que morrem pela fé sobem ao céu. Ao contrário, nós que nos escondemos continuamente gastamos dinheiro para fugir dos perseguidores. Seria melhor deixar-nos prender e morrer”. Finalmente, foi decapitado em 24 de novembro de 1839, em Hanói, Vietnã.
Passada essa fase tenebrosa, veio um período de calma, que durou cerca de setenta anos. Os anos de paz permitiram à Igreja que se reorganizasse em numerosas dioceses que reuniam centenas de milhares de fiéis. Mas os martírios recomeçaram com a chegada do comunismo à região.
A partir de 1955, os chineses e os russos aniquilaram todas as instituições religiosas, dispersando os cristãos, prendendo, condenando e matando bispos, padres e fiéis, de maneira arrasadora. A única fuga possível era através de embarcações precárias, que sucumbiam nas águas que poderiam significar a liberdade, mas que levavam, invariavelmente, à morte.
Entretanto o evangelho de Cristo permaneceu no coração do povo vietnamita, pois quanto mais perseguido maior se tornou seu fervor cristão, sabendo que o resultado seria um elevadíssimo número de mártires. O papa João Paulo II, em 1988, inscreveu esses heróis de Cristo no livro dos santos da Igreja, para serem comemorados juntos e como companheiros de santo André Dung-Lac no dia de sua morte.
Artigo: Lista dos novos Cardeais.
(Cúria Romana) Angelo Amato (Itália) - Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos Fortunato Baldelli (Itália) - Penitenciário-mor Raymond Leo Burke (EUA) - Prefeito do Tribunal da Assinatura Apostólica Velasio De Paolis (Itália) - Prefeito para os Assuntos Económicos e Comissário dos Legionários de Cristo Francesco Monterisi (Itália) - Arcipreste da Basílica papal de São Paulo fora de muros, em Roma Kurt Koch (Suíça) - Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos Gianfranco Ravasi (Itália) - Presidente do Conselho Pontifício para a Cultura Paolo Sardi (Itália) - Pro-patrono da Ordem de Malta Robert Sarah (Guiné-Conakry) - Presidente do Conselho Pontifício Cor Unum Mauro Piacenza (Itália) - Prefeito da Congregação para o Clero. (Dioceses) Antonio Naguib - Patriarca de Alexandria dos Coptas (Egipto), relator geral do Sínodo para o Médio Oriente Paolo Romeo - Arcebispo de Palermo (Itália) Reinhrad Marx - Arcebispo de Munique (Alemanha) Kazimierz Nycz - Arcebispo de Varsóvia (Polónia) Donald William Wuerl - Arcebispo de Washington (EUA) Laurent Monsengwo Pasinya - Arcebispo de Kinshasa (R. D. Congo) Medardo Joseph Mazombwe - Arcebispo emérito de Lusaka (Zâmbia) Albert Malcom Ranjith Patanbendige Don - Arcebispo de Colombo (Sri Lanka) Raul Eduardo Vela Chiriboga - Arcebispo emérito de Quito (Equador) Raymundo Damasceno Assis - Arcebispo de Aparecida (Brasil) (Não-eleitores) Elio Sgreccia (Itália) - Ex-presidente da Academia Pontifícia para a Vida José Manuel Estepa Llaurens (Espanha) - Ex-arcebispo militar na Espanha e colaborador na redacção do Catecismo da Igreja Católica Walter Brandmueller (Alemanha) - Ex-presidente da Comissão Pontifícia de Estudos Históricos Domenico Bartolucci (Itália) - Ex-director musical da Capela Sixtina
23 de Novembro // São Clemente I
Com grande alegria e veneração lembramos a vida do terceiro Papa que governou, no primeiro século, a Igreja Romana. São Clemente I assumiu a Cátedra de Pedro, depois de Lino, Anacleto e com muito empenho regeu a Igreja de Roma dos anos 88 até 97.
Sobressai no seu pontificado um documento de primeira grandeza, fundamental a favor do primado universal do Bispo de Roma: a carta aos Coríntios, escrita no ano de 96.
Perturbada por agitadores presumidos e invejosos, a comunidade cristã de Corinto ameaçava desagregação e ruptura.
São Clemente escreve-lhe então uma extensa carta de orientação e pacificação, repassada de energia persuasiva, recomendando humildade, paz e obediência à hierarquia eclesiástica já então definida nos seus diversos graus: Bispos, Presbíteros e Diáconos.
Esta sua intervenção mostra que Clemente, para além de Bispo de Roma, sentia-se responsável e com autoridade sobre as outras Igrejas.
E saliente-se que, nessa altura, vivia ainda o Apóstolo São João, o que nos permite concluir que o Primado não foi de modo algum uma ideia meramente nascida de circunstâncias favoráveis, mas uma convicção clara logo desde o início. Se assim não fosse, nunca São Clemente teria ousado meter-se onde, por hipótese, não era chamado.
João, como Apóstolo de Cristo, era sem dúvida uma figura venerável. Mas era ao Bispo de Roma, como sucessor de São Pedro, que competia o governo da cristandade.
Uma tradição, que remonta ao fim do século IV, afirma que São Clemente terminou sua vida com o martírio. Seu nome ficou incluído no Cânon Romano da Missa.
São Clemente I, rogai por nós!



