Artigo: Lista dos novos Cardeais.
(Cúria Romana) Angelo Amato (Itália) - Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos Fortunato Baldelli (Itália) - Penitenciário-mor Raymond Leo Burke (EUA) - Prefeito do Tribunal da Assinatura Apostólica Velasio De Paolis (Itália) - Prefeito para os Assuntos Económicos e Comissário dos Legionários de Cristo Francesco Monterisi (Itália) - Arcipreste da Basílica papal de São Paulo fora de muros, em Roma Kurt Koch (Suíça) - Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos Gianfranco Ravasi (Itália) - Presidente do Conselho Pontifício para a Cultura Paolo Sardi (Itália) - Pro-patrono da Ordem de Malta Robert Sarah (Guiné-Conakry) - Presidente do Conselho Pontifício Cor Unum Mauro Piacenza (Itália) - Prefeito da Congregação para o Clero. (Dioceses) Antonio Naguib - Patriarca de Alexandria dos Coptas (Egipto), relator geral do Sínodo para o Médio Oriente Paolo Romeo - Arcebispo de Palermo (Itália) Reinhrad Marx - Arcebispo de Munique (Alemanha) Kazimierz Nycz - Arcebispo de Varsóvia (Polónia) Donald William Wuerl - Arcebispo de Washington (EUA) Laurent Monsengwo Pasinya - Arcebispo de Kinshasa (R. D. Congo) Medardo Joseph Mazombwe - Arcebispo emérito de Lusaka (Zâmbia) Albert Malcom Ranjith Patanbendige Don - Arcebispo de Colombo (Sri Lanka) Raul Eduardo Vela Chiriboga - Arcebispo emérito de Quito (Equador) Raymundo Damasceno Assis - Arcebispo de Aparecida (Brasil) (Não-eleitores) Elio Sgreccia (Itália) - Ex-presidente da Academia Pontifícia para a Vida José Manuel Estepa Llaurens (Espanha) - Ex-arcebispo militar na Espanha e colaborador na redacção do Catecismo da Igreja Católica Walter Brandmueller (Alemanha) - Ex-presidente da Comissão Pontifícia de Estudos Históricos Domenico Bartolucci (Itália) - Ex-director musical da Capela Sixtina
Noticia: Santa Sé define estratégia concertada contra abusos sexuais.
Cidade do Vaticano, 20 nov (SIR/RV) - O cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, anunciou a preparação de uma “circular” com linhas de orientação para todas as conferências episcopais, a respeito dos casos de abusos sexuais de menores, por parte de membros do clero. Intervindo na segunda parte do encontro de cerca de 150 cardeais de todo o mundo com o Papa, que decorreu esta sexta-feira no Vaticano, o cardeal norte-americano precisou que a iniciativa visa oferecer um “programa coordenado e eficaz”. Segundo um comunicado oficial da Santa Sé, D. William Levada apresentou uma comunicação intitulada “Resposta da Igreja aos casos de abuso sexual: rumo a uma orientação comum”. O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé ofereceu uma “atualização sobre a legislação canônica relativa ao delito de abuso sexual sobre menores” e destacou a “mais ampla responsabilidade dos bispos pelas tutela dos fiéis que lhes são confiados”. Neste contexto, o cardeal que substituiu Joseph Ratzinger à frente da referida Congregação aludiu ao exemplo de “escuta e acolhimento das vítimas” por parte de Bento XVI e falou da “colaboração com as autoridades civis”. Para o cardeal prefeito, é necessário um “compromisso eficaz de proteção das crianças e dos jovens”, bem como “uma atenta seleção e formação dos futuros sacerdotes e religiosos”. A Santa Sé revelou que no tempo aberto à discussão houve 12 intervenções de cardeais, durante as quais foi sugerido que as conferências episcopais desenvolvam “planos eficazes, atualizados, articulados, completos e decididos para a proteção dos menores”. Esses planos devem ter em conta os vários aspectos do problema e linhas de intervenção, “seja para restabelecer a justiça, seja para a assistência das vítimas”, procurando a prevenção e formação, “mesmo nos países onde o problema não se manifestou de modo tão dramático como noutros”. A este respeito, o cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris, referiu os jornalistas ter sido sugerido por vários participantes que se verifique a situação nos países não ocidentais. É preciso “consultar as conferências episcopais desses países para ver o que se passa”, afirmou. O cardeal Levada falou também sobre a constituição apostólica “Anglicanorum coetibus”, de Bento XVI, que abre portas ao regresso de grupos anglicanos descontentes à Igreja Católica. O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé falou do “contexto ecumênico” e da situação atual a respeito dos ordinariatos especiais previstos por Bento XVI para os fiéis anglicanos que desejem regressar “corporativamente” à comunhão com Roma. O primeiro desses ordinariatos vai ser criado na Inglaterra, já em janeiro de 2011, como foi anunciado neste dia 19 de novembro pela conferência episcopal local. O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, abordou os 10 anos da declaração “Dominus Iesus”, texto que trata da “unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja”. Para o antigo secretário do então cardeal Joseph Ratzinger, a declaração por este assinado deu “clareza a algumas verdades cristológicas fundamentais”, apresentando o diálogo ecumênico e inter-religioso desde uma perspectiva de “identidade católica”, sem fechar as “vias de pesquisa positivas, indicadas pelo Concílio, sobre a grande questão da salvação dos não cristãos”. D. Angelo Amato considera que a “Dominus Iesus” deixa um alerta contra “um pluralismo mal-entendido” e continua a ser um “apelo válido de clareza doutrinal e pastoral”. No decorrer do debate, foi decidido “manifestar a solidariedade do colégio cardinalício – unido ao Santo Padre – com o povo do Iraque e do Haiti”, colocando em andamento uma iniciativa concreta de recolha de ofertas, a enviar através do Conselho Pontifício “Cor Unum”. Bento XVI encerrou esta parte final dos trabalhos, com pouco mais de duas horas, deixando palavras de agradecimento a todos os presentes.
